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Ofício ao Governador

28 de março de 2020

As ACOMACs (Associação dos Comerciantes de Material de Construção) de Porto Alegre, Caxias do Sul e Vale do Rio Pardo e Taquari, representando mais de 9.000 estabelecimentos comerciais do setor de materiais de construção de nosso estado, enviaram ontem (dia 27 de março) um ofício ao Governador Eduardo Leite, pedindo o retorno do setor às atividades em todo o estado.

Texto e Design: We Rocket Studio

No documento foram evidenciados os diversos pontos de agravamento da economia devido à paralisação prolongada além das razões pelas quais empresas não terão como manter seus empregados, pagar seus fornecedores nem honrar seus tributos, além de apresentar um patamar de todos os níveis afetados direta e indiretamente pela paralisação, desde indivíduos e suas famílias até outras indústrias.

 

A proposta apresentada pelas ACOMACs foi de que o governo avançasse para uma segunda fase, onde as pessoas já impactadas com a gravidade da situação, com os riscos de contágio e também do iminente colapso na atividade econômica, que poderia fazer um estrago ainda maior na vida do povo, pudessem a partir desse momento, retomar suas atividades em um ambiente de contingência, preservação e cuidados para redução dos impactos negativos. Teriam então estes estabelecimentos, que obedecer aos protocolos sanitários estabelecidos.

 

Foi apresentada também a lista de cuidados obrigatórios aos lojistas, reproduzida na íntegra, abaixo :

  • Fazer uma entrada controlada do público para evitar aglomerações;
  • Manter as pessoas aproximadamente a 1,5m de distância uma das outras;
  • Oferecer limpeza e assepsia das mãos das pessoas com água e sabão ou álcool em gel;
  • Manter o ambiente arejado e higienizado;
  • Realizar reuniões em ambientes virtuais;
  • Incentivar atividade por delivery;
  • Estimular atividades home office;
  • Não realizar promoções que gerem concentração de pessoas;
  • Dispensar do trabalho pessoas do grupo de risco;
  • Realizar campanhas de conscientização com público interno e externo.

 

O pedido já foi aceito e deverá ser posto em prática nos próximos dias, à medida que as prefeituras tomem as medidas cabíveis.

 

Nesse mesmo dia a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) solicitou ao governo federal, por meio do gabinete de crise da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec), a inclusão do comércio de materiais de construção como atividade essencial, para que não haja obrigatoriedade de fechamento em razão da pandemia do Novo Coronavírus.

Desde o dia 26, Rodrigo Navarro, presidente-executivo da Abramat – associação que reúne 50 empresas fabricantes de materiais de construção, com cerca de 400 unidades fabris e que emprega 620 mil trabalhadores – já havia declarado que o setor começara a sentir os efeitos econômicos da pandemia.

Em diversas cidades brasileiras o varejo de materiais de construção já encontrava-se liberado.

O crescimento da indústria de materiais de construção, neste ano, será inferior ao inicialmente previsto, mas ainda não é possível traçar nova projeção, segundo Navarro.

Inicialmente, a Abramat e a Fundação Getulio Vargas (FGV) projetavam crescimento real do faturamento da indústria de materiais de construção da ordem de 4%, em 2020, o dobro dos 2% do ano passado. Agora a estimativa é que a retomada ocorra após o pico da disseminação do coronavírus, previsto para abril e maio. Aguardemos os indicadores do governo para nortear nossas projeções.